Tudo bem, o garoto voltou. São e salvo. Que bom. Era a torcida de todos. Mas a minha pulguinha atrás da orelha anda desconfiaaaada! Como foi mesmo esse resgate? Como a Polícia chegou ao local? Foi na praia de Mundaú, sim; mas onde era o cativeiro? E por que os pais ficaram tão interessados em mostrar a criança na imprensa?
Um bom jornalismo investigativo, sabemos, aprofundaria mais essa matéria. Buscaria saber se foi ou não paga alguma grana. Faria fotos do local onde o garoto passou 77 horas e as publicaria - não se satisfaria com as fotos que, ouvi dizer, a Polícia fez e vai divulgá-las -, mas as de seus profissionais. Compete ir a fundo, confiar desconfiando, investigar investigando. Sair na frente da Polícia e oferecer respostas que não deixe ninguém desconfiado.
Afinal, não estou querendo fazer nenhum julgamento precipitado, mas alguns dos resgates dos últimos sequestros em Fortaleza foram tão simples, tão rapidamente resolvidos e não [ tão bem ] explicados que levam pulgas desconfiadas, como a minha, a querer saber mais e mais.














