O pleito eleitoral, que se encerrou ontem, deixa uma lição importante para todos os que fazem rádio como meio de informação, e que, muitas vezes, se aproveitam do espaço para revelar a sua tendência partidária.
Ainda que a maioria das empresas esteja ligada a nomes de empresários ligados à políticos ou a projetos destes, o fazer jornalístico não deve interferir na opinião pessal de nenhum profissional, sob o risco de demonstrar-se tendencioso e perder a credibilidade diante do seu público por se disrtanciar da neutralidade.
O rádio não deve ter nenhum partidarismo. Tampouco servir a um time qualquer, como fazem os ocupam a área esportiva das emissoras. Há profissionais que, mesmo não vestindo a camisa do clube, assumem essa tendência correndo o risco dividir seu público, quando a atividade da mídia deve abranger a todos. Sem nenhuma distinção. Com o único compromisso com a verdade.
Não se trata de ser contra a manifestação do voto, mas no recente pleito tivemos uma mobilização de alguns profissionais da mídia, manifestando a sua escolha em postagens pessoais, sem que isso pudesse interferir no roteiro de seus programas. O rádio foi feito para agregar a todos. E, inteligentemente, o profissional que o utiliza, deve saber divulgar os fatos de todos os lados, deixando na competência do ouvinte a escolha que fizer em relação à sua manifestação.