Por Dawlton Moura:
PIN é ponte. É o abraço entre o regional e o nacional, entre o que se cultiva nos interiores e o que ecoa nos centros. É o lugar em que guitarras, violões, sopros e percussões conversam sem pressa, criando um diálogo que ultrapassa fronteiras geográficas e estéticas. Aqui, o instrumental não é apenas gênero — é linguagem viva, em constante transformação.
Cada noite é uma travessia. Artistas que chegam de longe encontram raízes locais; sons do cerrado mineiro se fundem ao balanço do litoral; o experimentalismo do Planalto Central dança com a guitarra que já foi baiana e hoje é universal. O Ceará, com sua tradição musical forte e diversa, funciona como anfitrião e catalisador desses encontros.“Mais do que apresentar shows, o PIN propõe experiências sonoras únicas. É a celebração do momento em que artistas se encontram pela primeira vez no palco, da descoberta de afinações imprevistas, da música que nasce no agora e nunca mais se repetirá”, destaca Tauí Castro, curador e coordenador de produção do projeto.
“É a beleza do efêmero, do que só acontece quando se cria espaço para o novo. É a busca de um lugar na memória afetiva de quem crê na música como território de encontro. E no Nordeste como farol criativo do Brasil”, ressalta.
Confira a programação de shows:










