RETRATO FALADO DE UM HOMEM CHAMADO JESUS
Por Nonato Albuquerque
Original de 2 de Abril de 2015
Seu crime: ter amado a humanidade.
RETRATO FALADO DE UM HOMEM CHAMADO JESUS
Lembra como surgiu o seu interesse de colecionador, qual é o total do acervo que o seu museu dispõe hoje, tudo digitalizado para garantir o acesso das pessoas.
A CULTURA NO LIXO
Em certa parte da entrevista, Nirez fala da falta de memória de cearenses, como o caso um antigo secretário de Cultura de Fortaleza e diretor da um grupo de comunicações, mandou jogar no lixo boa parte da discoteca da emissora do grupo, além de mandar enterrar os discos 78RPM.
A entrevista faz uma visita à realidade desse cearense de 92 anos, com bastante lucidez e com estórias incríveis da Fortaleza que chega aos 300 anos de existência. E de desleixada memória do seu povo.
SERVIÇO
Podcast: Entretantos]
TV Jangadeiro (aos sábados, 19h05)
Rádio:Band News Fortaleza e no YouTube

Para um ministro do Supremo Tribunal Federal, tudo. Para os demais cidadãos, a lei —tal como amplamente interpretada por um ministro do Supremo. Cristaliza-se no Brasil um regime anômalo de prevalência de dez indivíduos sobre o restante da sociedade.
Como se vê pelas decisões de Alexandre de Moraes, a latitude de um juiz da corte quando os seus próprios interesses estão em jogo é máxima. Fulmina-se a regra que exige do magistrado afastamento de casos em que ele conste como vítima potencial.
Sob sigilo decretam-se prisões, censuras e intimações sem a devida provocação da Procuradoria. Quem critica o arbítrio corre o risco de cair nas garras do Grande Inquisidor. Advogados não têm acesso aos autos.
Burocracias do Estado são obrigadas a ajoelhar-se diante da toga agigantada. A atividade policial sujeita-se a intervenções esdrúxulas, como a que por um período escudou de investigação material apreendido sobre a máfia que atuava no Banco Master.
A intimidação da Receita Federal levará servidores a adotarem a regra tácita de não abrirem procedimentos administrativos quando detectarem inconsistências fiscais relacionadas aos supremos magistrados. Afinal, o resultado mais brando poderá ser o afastamento sumário da função, com um rastreador no tornozelo.
Ameaça parecida paira sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o instrumento mais eficaz do país para detectar transações atípicas, de que as atividades ilícitas amiúde se valem. Num golpe solitário de caneta, Moraes esvaziou o órgão.
Não há o que controle um ministro do Supremo que se ponha a subverter a institucionalidade para se proteger e atingir supostos adversários. Ele não depende da petição de partes para agir sobre virtualmente tudo o que deseje.
A submissão das decisões individuais aos pares, imperativo dos tribunais, passou a ser na prática facultativa. Um ministro pode atuar como o demiurgo que desfaz e reescreve as leis e manda soltar, prender, calar, pagar e não pagar. A revisão do plenário, quando ocorre, não raro se depara com fatos consumados e danos irreparáveis.
Mesmo o contrapeso do colegiado esbarrou no corporativismo quando dois de seus membros passaram a ter as condutas questionadas no escândalo do Master. O encastelamento funciona como estímulo para que ministros reforcem as decisões singulares visando à autoproteção.
Esvai-se a esperança de que comecem dentro do Supremo os ajustes para desbastá-lo dos superpoderes estranhos à República. Os ministros mostram-se incapazes de adotar um mero código de comportamentos óbvios, que já deveriam ser moeda corrente.
É inevitável que caminhe no Congresso uma reforma para recolocar o STF em seu lugar constitucional.
Editorial da FSP
¹ A baixaria política baixou nos arraiais da Política cearense. O meme do locutor João Inácio Junior vem sendo usado para deboche de um candidato oponente, dando o tom do nível da campanha.
As empresas, evidentemente, têm regras próprias, que atendem às determinações do TRE a dfim de que nenhum profissional cruze a fronteira que impede ulrapassar os limites do que é pemitido em relação a definições políticas.
A própria lei do TRE é muito clara. Impõe condições para evitar que alguém associe seu trabalho a algum nome ou partido. Por isso mesmo é providencial que, cada empresa, oriente os seus comandados quanto evitar o partidarismo ou a manifestação preferencial sobre indivíduos. E, muitas vezes, isso ocorre em emissoras de rádio do interior, onde se costuma nos programas elogiar-se a alguém que pretenda disputar um cargo legislativo. Deve-se, até mesmo, evitar entrevistas com figuras que tenham o nome com vistas a votação.
Na mídia, jornalistas e radialistas devem se inserir à filosofia de trabalho da empresa, acatando o que dispõe a lei eleitoral. Não se permite definir voto, nem demonstrações que possam ser levadas na conta de favorecimento a quem quer que seja. É regra que precisa ser atendida para evitar o que é considerado crime.
Elas estão de volta. Ao vivo e a cores, como se dizia noutros tempos. Falo das excelentíssimas figuras das Cunhãs - que, ao lerem esse preâmbulo, devem dizer "excelentíssima é a senhora sua mãe". Se no podscast elas arrebentam, imagine com plateia, com direito a muito riso, vaia cearense aos citados na discussão e a muitos aplausos. Vai ser 5ª edição na Estação das Artes, dia 10 de abril.
Elas são garantia de bom papo, conteúdo pra lá de espetacular e como diz a chamada "diversão garantida, muita risada e aquele clima gostoso com uma galera massa!".
Num mundo de guerra trumpiana e de polarização espivetada nos bastidores da política cearense, é bom agendar e não falta a esse encontro de polêmicas discussões.
Texto Dawlton Moura
Com patrocínio do Banco do Nordeste Cultural Fortaleza e apoio da Prefeitura de Fortaleza, por meio das Secretarias da Cultura e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, o evento celebrará a vocação da cidade como espaço de inovação cultural aliado à sustentabilidade. O parque fica na Av. Pontes Vieira, S/N, São João do Tauape.
Paulo Façanha, cantor, compositor, violonista, está celebrando 40 anos de carreira, como um dos nomes mais aplaudidos da música do Ceará para o Brasil. Com direito a muitas parcerias, a um público que se mantém fiel e ao mesmo tempo se renova, com uma musicalidade cheia de suingue, harmonia, melodia, em uma comunicação direta com cada ouvinte, em uma relação de empatia e cumplicidade.
Desde meados dos anos 1980, Paulinho Façanha é ao mesmo tempo espectador e protagonista de vários momentos na cena musical da capital cearense, desde as primeiras apresentações em bares, casas noturnas, espaços de shows, até a afirmação da geração que dos anos 80 para os 90 se firmou com ele e com colegas como Davi Duarte, Isaac Cândido, Kátia Freitas, Edmar Gonçalves, Marcus Caffé, Serrão de Castro, Luciano Robot, Aparecida Silvino, Késia, Lily Alcalay, Rogério Franco, Gilmar Nunes, Evaristo Filho, Lupe Duailibe, Marta Aurélia, entre inúmeros outros.
Paulo iniciou sua trajetória profissional já aos 17 anos, em espaços da noite de Fortaleza, e desde cedo participou também de festivais como o de Camocim, nos anos 1980, e o da Universidade Federal do Ceará, nos anos 1990, quando foi premiado com a canção “Calabouço”, dele e de Beto Paiva, seu grande parceiro, mais tarde gravada no disco de estreia de Paulo, “Parto”.
Paulo também brilhou no Festival MPB de Tatuí-SP, no Conservatório Carlos Campos, quando, na década de 2010, foi premiado por sua interpretação da música “Presságio”, de Luciano Franco e Dalwton Moura. Dalwton também parceiro, ao lado de Gilmar Nunes, em outro dos grandes sucessos de Paulo, “Tantos versos”, música que recebeu diversas gravações e que em breve será lançada nacionalmente, em nova versão.
Mais sobre Carlinhos Patriolino
Filho do chorão Carlos Patriolino e de dona Teresinha Damasceno de Albuquerque, Carlinhos, nascido em Sobral, é multi-instrumentista autodidata, compositor e arranjador com carreira internacional. Desde jovem, dominou diversos instrumentos de corda, destacando-se no bandolim. Com álbuns como “Rabisco” e “Sambopeando” (prêmio de Melhor CD Instrumental em 2007), e uma turnê europeia com “Vivências”, Carlinhos é renomado por sua musicalidade única.
Serviço:
Projeto Tá Meio Musical Esse Ambiente.
Shows de Paulo Façanha e Carlinhos Patriolino.
Domingo, 29/3, às 16h, no Parque Rio Branco
(Av. Pontes Vieira, S/N, São João do Tauape). Acesso gratuito.
Apoio: Banco do Nordeste Cultural Fortaleza, Prefeitura de Fortaleza(Secretaria da Cultura e Secretaria do Meio Ambiente e da Mudança de Clima). Informações: Instagram @tameiomusicalesseambiente.
Por exemplo: a primeira edição do chamado Álbum Branco (1968), dos Beatles, que pertenceu ao baterista Ringo Starr, foi vendida por US$ 790 mil. Já o projeto Once Upon a Time in Shaolin (2015), do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan, tornou-se o disco mais valioso do mundo, sendo comercializado a US$ 4 milhões, por possuir apenas uma cópia física.No Brasil, um exemplar historicamente almejado é Paêbirú (1975), de Zé Ramalho e Lula Côrtes, que teve quase toda sua tiragem original de 1,3 mil cópias destruída por uma enchente do Rio Capibaribe, no Recife. Louco Por Você (1961), estreia de Roberto Carlos – flertando com a bossa nova – é outro que costuma atingir cifras altas.
Texto de Dalwton Moura
Com direção de Antonio Gilberto, a apresentação propõe um encontro entre a palavra da poetisa e a experiência de palco da atriz. A partir de textos que atravessam diferentes momentos da obra de Cora Coralina, a leitura conduz o público por um universo marcado pela memória, pelo cotidiano e pela força das histórias simples.
A temporada em Fortaleza ocorre no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, contexto que inspira a homenagem à escritora e, por meio de sua literatura, às trajetórias de mulheres brasileiras.
Durante a apresentação, Júlia Lemmertz destaca a dimensão humana presente na escrita da autora, especialmente nos poemas que revelam a vida doméstica e a sensibilidade da doceira que transformou gestos cotidianos em literatura. Nesse percurso, a leitura aproxima a maturidade da atriz da sabedoria presente na obra de Cora, reforçando temas como o tempo, a resistência e a potência da experiência feminina.
A performance também incorpora um repertório musical que acompanha a leitura e amplia a atmosfera intimista da montagem. As trilhas ajudam a criar um ambiente de memória e interioridade, conduzindo o público por paisagens afetivas presentes nos textos da autora.
A leitura dramatizada integra a programação da Série Cênica, que faz parte da campanha “Cultura nas Trincheiras da Alegria”, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras. A iniciativa leva mais experiências culturais aos equipamentos públicos da Secult Ceará geridos pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). As ações são impulsionadas por investimento da Petrobras e realizadas pelo Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Serviço:
Ministério da Cultura e Petrobras apresentam “Cora, mulher e escritora Coralina…”, com Júlia Lemmertz
Data: dias 28 e 29 de março de 2026 (sábado e domingo), às 19h e 18h, respectivamente
Local: Cineteatro São Luiz - (Rua Major Facundo, 500 – Centro)
Ingressos: Plateia Inferior: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia) | R$ 40,00 (funcionários Petrobras, mediante apresentação do crachá funcional, com limite de até dois ingressos)
Plateia Superior: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia) | R$ 42,00 (Ingresso promocional)
Vendas antecipadas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/117420/d/371301)
Funcionamento das bilheterias físicas: terça a sexta no horário de 9h30 às 18h e aos sábados no horário de 9h30 às 17h
Capacidade: 1058 lugares (por sessão)
Duração: 60 min
Classificação: Livre
Acessibilidade no setor Plateia (térreo)
Sessão com Libras e audiodescrição visual do espetáculo
Confesso que vi. E me surpreendi. Uma personagem da série Peaky Blinders, do streaming da Netflix, usando um vistoso chapéu de cangaceiro nordestino. E fiquei boquiaberto, porque não tive explicações sobre esse detalhe. Quanto à série, meninodedeus, vale a pena você conferir. Uma produção arrojada, com atores marcanrtes - o Cillian Murphy no papel de Tommy Shelby, é alucinante. A trama dos integrantes de uma facção criminosa aos tempos da guerra do IRA, nos levam a pensar nos dias atuais da nossa crue realidade. Um seriado de vergonha, eu diria. Mais que me deixou e dúvida sobre o uso do chapéu de cangaceiro na cabeça de Polly Gray, interpretada pela atriz Helen McCrory.
O
palco do Theatro José de Alencar vai se encher de riso e de luz, de lembranças
e de gratidão no próximo 28 de janeiro, quarta-feira, a partir
das 18h30. Imperdível a solenidade em comemoração aos
15 anos do Projeto Terça de Graça. O evento celebra a trajetória de
uma iniciativa que fez história no humor cearense e no acesso gratuito à arte,
com uma noite especial que reunirá artistas, autoridades, apoiadores,
colaboradores e público em geral.
Criado pelo humorista, escritor e pesquisador Bené Barbosa, o Terça de Graça consolidou-se como uma plataforma de fomento ao riso e à cultura popular, movimentando plateias em Fortaleza e no interior do estado, a partir de grandes espetáculos de humor e de oficinas de qualificação nas diversas linguagens artísticas. “O evento marca uma data simbólica que se reveste de reconhecimento à construção coletiva do Projeto em torno do humor, ferramenta de transformação social e potência econômica”, recomenda Bené, do premiado personagem Papudim.
A cerimônia também fará a entrega de troféus de reconhecimento a personalidades que contribuíram para o fortalecimento do projeto. Entre os homenageados estão autoridades, artistas, apoiadores, integrantes das oficinas, veículos de imprensa e profissionais que fizeram o Terça de Graça acontecer ao longo de uma década e meia de palco concorrido.
O
catálogo dos 15 anos do Terça de Graça é uma celebração visual e poética do
humor cearense. A publicação homenageia figuras históricas e atuais da cultura
popular, misturando arte gráfica, sátira e memória afetiva. Em um universo
mitológico, deuses e semideuses do riso são representados como personagens
épicos, de Chico Anysio a Rossiclea. São imagens impactantes, textos criativos
e referências à identidade nordestina, um material que transforma o riso em
narrativa e ensinamentos. O catálogo também brinca com o tempo, fundindo
passado, presente e futuro do humor feito no Ceará. É documento e delírio: para
ler, rir e recordar. Uma verdadeira ode à graça de ser cearense.
A
noite segue com dois espetáculos que misturam irreverência e emoção. O
humorista Ery Soares, referência no teatro popular, sobe ao
palco com sua verve afiada e personagens icônicos que conquistaram o grande
público. Em seguida, o público confere o show Elas Cansam Roberto,
com os artistas Edson Santo e Juan Bustamante, numa
apresentação cênico-musical que revisita, com humor e teatralidade, canções
eternizadas por Roberto Carlos.
SERVIÇO
Solenidade de 15 anos do Projeto Terça de Graça
Data:
28 de janeiro (quarta-feira)
Horário:
18h30
Local: Theatro
José de Alencar – Fortaleza/CE
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
Artista marcial, Norris teve uma longa e vitoriosa carreira que começou em 1968 com uma participação não creditada no filme Arma Secreta Contra Matt Helm. Em 1972 ele atuou em O Voo do Dragão, longa-metragem estrelado pelo também lendário Bruce Lee. Os dois têm uma das lutas corporais mais memoráveis do cinema de ação norte-americano, momento que é celebrado até hoje até mesmo no formato de memes nas redes sociais.
No programa, apresentado por Camila Bomfim e Rafael Colombo, Miriam foi chamada para comentar um crime no Recife (PE), no qual um homem invadiu um prédio residencial e disparou cerca de 20 vezes contra a porta do apartamento da ex-companheira na manhã de quarta-feira, 18.
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