sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

RÁDIO. A morte anunciada da 1ª estação do Ceará: a PRE-9

As emissoras de rádio nascem, crescem e - se não houver um trabalho de boa gestão - esclerosam-se. Algumas viram uma espécie de zumbis: mortas-vivas. Caso, por exemplo, da pioneira cearense Ceará Rádio Clube. 

A emissora tornou-se apenas e tão somente uma retransmissora da cabeça da antiga rede Diários Associados, desde setembro de 2016 quando deu as contas de todo o seu pessoal. 


Fontes consultadas asseguram que há um grupo em Fortaleza interessado em assumir o controle de arrendamento da emissora mas, por enquanto, a programação local só detém quatro (4) horas de programas,  

Quem se der ao trabalho de pesquisar a Wikipédia vai notar que a antiga PRE-9, como foi carinhosamente tratada ao longo dos anos, foi arrendada Tupi do Rio de Janeiro.

Está marcada uma reunião para a próxima terça feira em Brasília quando será conhecida a destinação da pioneira.  

MEMÓRIA WIKIPÉDIA

A emissora passou a incorporar os Diários Associados em 11 de janeiro de 1944. A partir da década de 1950, começa a competição de audiência do rádio, devido a consolidação da Rádio Iracema, lançada em 1948. Nesta época, foram realizadas as grandes apresentações no auditório do Edifício Pajeú, além de importantes contratações artísticas, com valores altos, financiados pelos clubes da época. Com a criação da primeira TV em Fortaleza, a TV Ceará a partir da década de 1960, ocorreram mudanças significativas na programação da emissora, que passou a investir em programas populares e jornalísticos. 

Em junho de 1980, os representantes do Diários Associados no Ceará entram em crise e são obrigados a fechar jornais, a TV Ceará (que havia sido cassada junto com a Rede Tupi), e encerram as transmissões em ondas curtas da rádio.

Em 16 de julho de 2008, passou a integrar a Rede Clube Brasil e adota a marca "Rádio Clube". Em 2011, a rede começa a ter sinais de declínio e a Rádio Clube passa a arrendar horários da programação. A rede de rádios durou até a extinção da cabeça-de-rede, a Rádio Clube AM de Brasília, em 2 de janeiro de 2012. Desde então, passou a exibir programação independente, com programas jornalísticos, populares e esportivos, absorvendo a marca adquirida com a transmissão como afiliada. 
Em 2014, solicitou junto ao Ministério das Comunicações a migração para o dial FM. Foi uma das poucas empresas do DA no Nordeste que não foi para as mãos do Sistema Opinião de Comunicação,, do Grupo Hapvida. Em 2015, foi noticiado que a Rádio Clube deixaria de existir para dar espaço a programação da Rádio Globoo que não foi concretizado.
Em setembro de 2016, a Rádio Clube dispensa todos os seus locutores e suspende a programação normal, passando a transmitir seleções musicais. De acordo com a coluna Abidoral, do jornal O Povo, a emissora iria passar a retransmitir a programação da Clube FM de Brasília, sem informar uma data. A retransmissão iniciou oficialmente em 1 de março de 2017, durando até 11 de novembro, quando passou a repetir a programação da Rádio Planalto, também de Brasília. A partir de janeiro de 2018, trocou a retransmissão da Planalto pela Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.


Um comentário:

Jardel disse...

Creio que a repetição da Tupi do Rio não seja um arrendamento, mas sim uma maneira de não deixar a rádio sem transmitir nada, nem que fique só no vitrolão. A Clube ganharia uma sobrevida se migrasse para o FM. Falando nisso, o dial FM convencional tem espaço para migrar as AMs de Fortaleza, não entendo o motivo de deixarem os espaços sobrando pras rádios piratas. Outra coisa é o descaso do DA com a Clube. Por que o Grupo Opinião não comprou a rádio junto com as outras empresas do grupo no Nordeste? Várias perguntas sem resposta na mídia cearense...