terça-feira, 26 de maio de 2015

RÁDIO. "Amigão das mulheres" é denunciado criminalmente


DEU NO JORNAL

Radialista é acusado de violência doméstica



Advogado de Paulo Lopes nega acusação
ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO
O radialista Vicente Paula Ribeiro, 68, mais conhecido pelo público como Paulo Lopes, é acusado pela mulher de violência doméstica.
Atualmente com o programa "Show do Paulo Lopes", na Capital AM, ele ficou famoso com o slogan o "amigão das mulheres", em razão de seu público majoritariamente feminino e pela defesa de direitos da mulher.
Desde março passado, por determinação judicial, o radialista está proibido de se aproximar a menos de 100 metros da publicitária Rita de Cássia Reis Mangoão, 53, com quem é casado há 12 anos.
Além disso, a Justiça proibiu Paulo Lopes de fazer contato com ela "por qualquer meio de comunicação". A visita aos filhos do casal, de 12 e 14 anos, também deve ser intermediada por uma terceira pessoa, de escolha da mulher.
O litígio ocorreu em 27 de dezembro passado, quando Rita registrou na polícia um boletim relatando ameaças e agressão física. Ela disse ter sido atacada por volta das 7h de 24 de dezembro, quando teria cobrado do marido explicações sobre trocas de mensagens amorosas ao celular, flagradas por ela, entre o marido e uma mulher.
A agressão teria ocorrido quando o radialista buscou recuperar o aparelho que a publicitária tinha colocado dentro da bolsa. O braço da publicitária teria ficado com hematomas. O boletim policial reproduz insultos à mulher atribuídos ao radialista.
JUSTIÇA
Procurada, Rita não quis comentar o assunto. Indicou sua advogada, Márcia Pegoraro Garcia, que confirmou a reclamação feita. "Agressão física foi a primeira. Moral foram várias vezes", disse ela.
Procurado, o radialista disse que não poderia comentar a acusação porque o processo corre em segredo de Justiça. "Não posso nem falar desse assunto", disse à Folha.
O advogado Jonathan Raicher, que defende o radialista, disse que não poderia dar detalhes do caso em razão do segredo de Justiça. Mas afirma que não é verdadeira a história de agressão.

Publicado na Folha de SP (26.05.15)

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