sábado, 28 de setembro de 2013

JORNALISTA do Estadão presa nos EUA

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E aí, já foi explicada a prisão da jornalista brasileira Cláudia Trevisan? A correspondente do Estadão foi detida pela polícia norte-americana quando tentava entrevistar o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Ficou detida, incomunicável, por cinco horas. 


A jornalista Cláudia Trevisan foi detida pela polícia americana nesta quinta-feira, 26. Correspondente do Estadão nos Estados Unidos, ela estava na Yale University para cobrir a apresentação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.  De acordo com o Grupo Estado, que só revelou o caso na tarde desta sexta, a profissional ficou incomunicável por cinco horas, antes de ser liberada.
                                                                                                            (Imagem: Arquivo Pessoal/Facebook )  0-a-a--claudia-correspondente-presa-estados-unidos-estadaoA correspondente Cláudia Trevisan; jornal informa que ela ficou horas dentro do carro da polícia























Ao conversar com a redação do jornal em São Paulo, Cláudia – ainda abalada, como reforça a equipe do veículo de comunicação - garantiu não ter cometido nenhum ato que justificasse a ação policial. Ela relatou ter recebido voz de prisão exatamente no momento em que estava em busca do ministro do STF – a ideia era entrevistá-lo.  Para a polícia de New Haven (Connecticut), no entanto, a jornalista cometeu infração. “Transgressão criminosa”, conforme a autuação.
Claudia, que está baseada em Washington desde o final do mês passado, afirmou que o episódio ocorrido nesta semana deixará marcas em sua mente. Ela falou que em nenhum lugar enfrentou problemas semelhantes. “Não invadi nenhum lugar. Passei cinco anos na China, viajei pela Coreia do Norte e por Mianmar e não me aconteceu nada remotamente parecido com o que passei na Universidade de Yale”.
Objetivando resolver o problema envolvendo uma de suas colaboradoras, o Estadão demonstrou-se inconformado com o caso e “manifestou hoje [sexta] sua indignação à Escola de Direito da Universidade Yale pela prisão arbitrária de sua correspondente em Washington”. O jornal informou, ainda, que contou com o apoio da diplomacia brasileira nos Estados Unidos.
“[O Estadão] Solicitou também respostas a cinco perguntas pontuais sobre o episódio e seu acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio de Woolsey Hall, para comprovar o fato de Claudia ter obedecido as instruções do policial. A resposta dessa instituição está sendo aguardada”, elencou a direção do site do jornal. Até o momento, a Yale University não se manifestou.

Fonte: Comunique-se

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