Pois olha o artigo assinado no Correio Braziliense, por Ronayre Nunes, mostrando que
"O meme, que deveria ser um elemento de conexão e subversão cultural, acaba por se tornar uma algema da expressão pessoal, limitando o horizonte criativo de quem produz e empobrecendo o repertório de quem consome"
| (crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press) |
Sim, o mundo enfrenta diversas guerras neste exato momento. A emergência climática deixou de ser uma previsão para se tornar uma realidade de danos irremediáveis. Diante de um cenário global tão hostil, pode parecer fútil dedicar tempo para analisar uma trend de redes sociais, mas peço que não abandone esta leitura. É fundamental discutirmos como os vídeos do "Se quiser vim vê" tornaram-se onipresentes e, para muitos, insuportáveis — e como esse fenômeno é um sintoma social que merece atenção.
É improvável que você tenha passado ileso por essa brincadeira no feed, mas, por precaução, explico a mecânica. A premissa consiste em alguém apresentando um serviço, produto ou empresa com um desânimo quase existencial. O apresentador utiliza um tom de desdém absoluto pelo negócio, o que confere ao vídeo um caráter jocoso. O contraste entre a necessidade de vender e o descaso em convencer gera o humor.
Não é claro de onde o meme surgiu (ou quando), mas é inegável que ele ficou onipresente. O excesso, no entanto, transformou a piada em um ruído. A saturação é tamanha que o conteúdo beira o insuportável. Surge a necessidade de refletir: por que o "se quiser vim vê" se multiplicou de forma tão exponencial?
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