"Uma das características que acho mais interessantes em diretores que não são Americanos mas que trabalham em filmes produzidos por Hollywood é a diversidade das ideias e o trabalho final entregue que normalmente foge quase que por completo dos padrões americanos. Principalmente nos anos 80 e 90. E um dos diretores que mais nos entregou filmes nessa linha de pensamento que acabei de citar foi o Holandês Paul Verhoeven. E hoje na seção clássico das quintas vamos falar de Robocop – O Policial do Futuro. Produção a qual eu considero o seu melhor trabalho.
Para começar, vou logo começar afirmando que Robocop é muito mais do que um filme de ação policial dos anos 80. É também uma sátira política, reflexão existencial e uma crítica ferrenha sobre economia e capitalismo. Robocop foi lançado em 1987 quando os Estados Unidos da América estava sob o comando do presidente Ronald Reagan vivendo momentos de avanço desenfreado no neoliberalismo ( uma doutrina econômica que defende a mínima intervenção do Estado na economia.), uma grande privatização dos serviços públicos e um crescente medo urbano com o crescimento da criminalidade e uma grande decadência industrial.
Não é por acaso que a cidade escolhida para retratar a trama de Robocop foi a decadente Detroit, que na época era representante maior do colapso industrial Americano. Paul Verhoeven ousou ao usar Robocop como uma ácida crítica social a uma sociedade que detesta ser criticada na sua primeira obra em território americano".
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