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16 abril 2026

CINEMA. GENTE DE MÍDIA leu Olavo Filho no Clássico das 5as.

 

"Uma das características que acho mais interessantes em diretores que não são Americanos mas que trabalham em filmes produzidos por Hollywood é a diversidade das ideias e o trabalho final entregue que normalmente foge quase que por completo dos padrões americanos. Principalmente nos anos 80 e 90. E um dos diretores que mais nos entregou filmes nessa linha de pensamento que acabei de citar foi o Holandês Paul Verhoeven. E hoje na seção clássico das quintas vamos falar de Robocop – O Policial do Futuro. Produção a qual eu considero o seu melhor trabalho.

Para começar, vou logo começar afirmando que Robocop é muito mais do que um filme de ação policial dos anos 80. É também uma sátira política, reflexão existencial e uma crítica ferrenha sobre economia e capitalismo. Robocop foi lançado em 1987 quando os Estados Unidos da América estava sob o comando do presidente Ronald Reagan vivendo momentos de avanço desenfreado no neoliberalismo ( uma doutrina econômica que defende a mínima intervenção do Estado na economia.), uma grande privatização dos serviços públicos e um crescente medo urbano com o crescimento da criminalidade e uma grande decadência industrial.

Não é por acaso que a cidade escolhida para retratar a trama de Robocop foi a decadente Detroit, que na época era representante maior do colapso industrial Americano. Paul Verhoeven ousou ao usar Robocop como uma ácida crítica social a uma sociedade que detesta ser criticada na sua primeira obra em território americano".

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