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domingo, 16 de setembro de 2012

REDES SOCIAIS. Elas demitem jornalistas

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A vida de jornalistas que usam as redes sociais não é lá muito livre como se pensa. Muitos deles foram demitidos ou punidos por conta de um 'tweet' ou na hora de atualizarem sua página do Facebook. Tem o caso de dois profissionais da Folha de SP, que criticaram o modo como os jornais tratam os obituários - o do vice-presidente José Alencar estava pronto há muito tempo - e o da repórter da RedeTV que reclamou do atraso dos salários e foi demitida.

A maioria dos casos permanece na confidencialidade, até que o próprio jornalista denuncie o caso ou isso parta de algum colega. Os patrões alegam 'excessos' cometidos pelos jornalistas no Twitter e no Facebook. As vítimas, pelo contrário, denunciam que estão sendo vítimas de abu sos e até mesmo da interferência na liberdade de expressão.

Veja 10 casos que merecem ser comentados:

1. Dois jornalistas foram removidos de seus postos por causa de mensagens "inadequadas" trocadas sobre a morte do ex-vice José Alencar

O  subeditor da Folha de SP, Alec Duarte e a repórter do Agora SP, Carol Rocha, foram demitidos em abril depois de trocarem mensagens sobre a morte do ex-vice presidente José Alencar, segundo registro do ID Now.

"Nunca um obituário estava pronto tão cedo. É uma questão de apertar um botão", escreveu Duarte, em seu perfil no site de microblogging, fazendo uma referência velada à preparação antecipada de obituários nas redações. "Mas ainda não há nada no Folha.com ... Eles esqueceram de apertar o botão ", disse Rocha.
O jornalista lembrou-se então o erro cometido pela Folha de São Paulo ao relatar a morte do ex-senador Romeu Tuma, embora sem mencionar explicitamente. "O último a anunciar quaisquer mortes. É o preço por um erro grave. "

De acordo com a Revista Info, a conversa foi considerada incomensurável pelo ombudsman , Suzana Singer, que abordou o tema em sua coluna de domingo . A repórter do Agora respondeu em seu blog que não houve repercussões para seus comentários e criticou as demissões.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) lamentou a decisão do Grupo Folha. "É uma atitude autoritária que não se encaixa com o discurso de uma empresa que pretende defender as liberdades de expressão e de imprensa ".

2. Brincadeira rende demissão num jornal guatemalteco

O Jornal da Guatemala publicou em sua edição impressa que o fotógrafo Pedro Agostinho, funcionário do Ministério da Comunicação Social da Presidência do país, foi demitido por postar a seguinte mensagem: "Se eu soubesse que não iam me revistar (no aeroporto) tinha trazido armas, drogas e tudo o mais". Agostinho viajou para a Colômbia para cobrir a Cúpula das Américas, como parte da delegação oficial. No Twitter ele pôs a mensagem que o despediu.

3. CBS despede jornalista por informar falsa morte

O jornalista Adam Jacobi, que trabalhava para a CBSSports.com, foi demitido pe la rede dos EUA após relatar no penúltimo sábado a notícia da morte de Joe Paterno , ex-treinador de um time de futebol da Universidade Penn State.
Embora Paterno tenha morrido sim, mas um dia depois do relatado por Jacobi, essa situação lhe custou o emprego.

4. TV argentina despede jornalista por tweet racista

Juan Pablo Romero, que era produtor argentino do canal Todo Noticias (TN), foi demitido após publicar uma mensagem racista no Twitter.  Embora Romero tenha se descukpado, TN decidiu demiti-lo.A página no Twitter foi bloqueada.

5. Demitido por apoiar político favorável ao estupro

David Catanese , repórter político pediu desculpas no Twitter por apoiar congressista republicano Todd Akin, defensor de estupro ao dizer na imprensa que "raramente agressão sexual produz uma gravidez".

6. Criticou ministro e recebeu bilhete azul

Felipe Cháves Escobar foi despedido da Rádio Bio B io em Puerto Montt. O chefe da imprensa comunicou-lhe que fora por conta de um texto dele no Facebook criticando o ministro do Interior.

7. Apoiou político em debate e foi pra rua

O jornalista mexicano Carlos Alberto disse ter despedido da ESPN por convidar o público a asssistir o debate presidencial em sua conta no Twitter e demonstrar apoio a um candidato.

8.  CNN suspende apresentador por tweets homofóbicos

Roland Martin foi despedido da CNN muito embora ele tenha dito não ser homofóbico e que zombou da comunidade gay e dos fãs do S uper Bowl. A rede dxe tv decidiu suspender o comunicador por considerar suas expressões não coincidentes com a política da empresa.

9. RedeTV! despede jornalista por reclamar salários atrasados

Ao divulgar "informações classificadas» sobre a situação do emprego da estação de TV onde trabalhava, a jornalista brasileira Rita Lisauskas foi demitida da RedeTV. Hoje ela integra a equipe de repórteres do Jornal da Band.

10. Repórter demitido por tuitar contra matrimônio gay

O repórter esportivo Damian Goddard, do Canadá, perdeu seu emprego no Rogers Sportsnet por tuitar contra o casamento gay, reprovando um jogador de hockey que aparecera em um anúncio a favor da proposta. Seu jornal tuitou logo depois: "Os tweets de hoje de Damian Goddard não refletem a opinião do Rogers Sportsnet.” Posteriormente foi despedido.

Com informações do Caderno de Estilo

quinta-feira, 9 de junho de 2011

JORNALISTAS. Cartas azedas de demissões


O jornalista Jack Shafer, do site Slate, compilou algumas cartas de demissão de jornalistas norte-americanos. Gente, é uma loucura! Eu vi a dica no Ponto Media do Antonio Granado e estou repassando por achá-la interessante para aquelas conversas dos coleguinhas nos finais de semana, entre um chope gelado e algumas inconfidências.




“It’s been a rough few years here, mainly because of the jackasses in Chicago who own us. To them I say, with as much gusto as I can muster in an email, fuck you.”
(—Dan Neil, upon leaving the Los Angeles Times for the Wall Street Journal, February 2010).

"Foram anos ásperos aqui, principalmente por causa dos burros de Chicago que somos nós próprios. Para eles eu digo, com tanto entusiasmo que eu possa reunir em um e-mail: foda-se."
(-Dan Neil, ao trocar o Los Angeles Times pelo o Wall Street Journal, em fevereiro de 2010)