sábado, 31 de outubro de 2015

JORNAIS. As correções e os esclarecimentos da mídia


Você já deve ter lido em algum cantinho dos jornais, a chamada "Erramos". É a oportunidade de se corrigir equívocos cometidos na profissão de repórter. Alguns erros que marcaram a mídia internacional são destaques:

1. Quando da eleição de Karol Wojtyla, ao invés de anunciar o primeiro papa não italiano nos últimos 450 anos, o 'The Times' citou como o 'primeiro papa não-católico".  

2. Olha só essa correção: "O 'Letter' de sábado continha um erro no título. Thomas Boyd não acredita que o presidente Obama é o anticristo, virá depois dos sete reis, de acordo com" revelações ". Ele acredita que Obama seria o sétimo rei".

3. No inglês Morning Bulletin: "Um erro foi impresso em um artigo intitulado "Porcos flutuavam pelo ri Dawson". Na página 11 da história de ontem, o repórter Daniel Burdon escreveu: "Mais de 30.000 porcos estavam flutuando rio abaixo do Dawson". O que lhe disse o proprietário da fazenda de porcos, Sid Everingham, foi que "30 porcas e porcos" e não "30.000 porcos ". O Morning Bulletin pede desculpas por esse erro que também foi impresso na Farm Weekly antes de ser conhecido".

4. Até o 'New York Times' errou e corrigiu no dia 7 de janeiro: "Uma versão anterior deste artigo citou erroneamente o nome do país onde Tommy Caldwell nasceu em Quirguistão. Kyrzbekistan, não existe.".



5. Na revista 'The Spokesman': "Um artigo do dia 5 de abril Fraijo alegou que Maria não respondeu as chamadas de um repórter que queria sua opinião. Fraijo morreu em dezembro passado."

NO BRASIL 

Para conhecer pesquisa sobre o índice de correções nos jornais brasileiros, o Instituto Gutenberg divulgou pesquisa da imprensa em relação às seções 'erramos' 


    Um levantamento feito pelo Instituto Gutenberg mostra que, no semestre passado, precisamente de 1.º de janeiro a 30 de junho, a Folha foi a campeã das correções (veja a tabela), com um total de 730 notas. O recorde foi batido em fevereiro: 133 notas (uma nota pode corrigir mais de uma informação errada). Foi raro o dia em que o jornal publicou apenas uma correção, mas em algumas edições divulgou até dez notas, e tem a média de 4 por dia no semestre. O Estadão, com a média de 0,15, faz uma autocrítica monumental quando publica duas notas numa só edição.
    O maior jornal do país foi pioneiro na fixação da seção Erramos, na página 3, abaixo do Painel do Leitor, e deu um bom exemplo. Até a expressão “diferentemente do publicado...” adotada inicialmente pela Folha foi copiada por outros jornais, principalmente pelo Globo. A Folha corrige muito porque erra muito? Não. O alto número de correções indica apenas um serviço de diagnóstico — e reconhecimento — mais atento ao erro. O jornal mantém uma equipe de Controle de Erros que aponta os problemas de cada edição e notifica a Secretaria de Redação. Muitas vezes o ombudsman, provocado pelos leitores, pede correções. A Folha sincronizou a seção Erramos com o Painel do Leitor. Quando uma carta impõe correção, o jornal remete o leitor para “Erramos”, onde é feito o acerto.
    No levantamento do Instituto Gutenberg só foram consideradas as correções ostensivas, divulgadas com este título ou na seção específica. Outra pesquisa apontará as correções jornalisticamente corretas, isto é, de reportagem errada com reportagem certa. Dar à correção o destaque gráfico e o formato originalmente conferidos ao erro é prática rara. Eis um caso, de 28/6, em que a emenda deveria sair em forma de notícia com o destaque proporcional à gravidade do equívoco: “O Ministério Público denunciou o prefeito de Japeri, Luiz Barcelos, por formação de quadrilha e falsificação de documento público, e não o prefeito de Itaguaí, conforme publicado equivocadamente anteontem pelo Jornal do Brasil”.

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