
Nesses tempos de celulares que detém de câmeras de vídeo e fotografia a receptores de rádio, uma pergunta suscitam os críticos do AM: De que forma sobreviverão essas emissoras que ainda insistem em roteirizar sua programação à base de músicas de gosto duvidoso e onde seus locutores não avançaram um milímetro do seu discurso?
A pergunta me foi feita numa conversa com jovens estudantes, depois de me ouvir falar sobre a segmentação do rádio hoje em dia e a interatividade que proporcionam as emissoras que se dedicam a informação e ao serviço.
Se pegarmos o exemplo da então AM DO POVO que serviu de modelo de renovação das emissoras cearenses, ao ser implantada por Jayme Azulay, verificamos que ainda hoje existem emissoras copiando a grade de 30 anos atrás.
Concebidas à base de músicas, notinhas retiradas de jornais - a maioria de cunho bizarro, horóscopo, gossips das celebridades e até resumo de novelas, há de se convfirmar que o tempo passou e elas não acompanharam a marcha do tempo.
Seria o mesmo que, ainda hoje, desejasse repetir a velha fórmula do rádio dos anos 50, com programas de auditório, novelas radiofônicas e outros produtos que, o tempo, acabou mostrando serem temporários e não se adequam aos dias de hoje.
Numa entrevista concedida a um jovem aluno da Universidade de Fortaleza que está fazendo sua pesquisa sobre FM, ele se surpreendeu ao saber que, há 30 anos, a POVO FM (hoje rádio Mix) concebeu uma progreamação tão revolucionária que acabou conquistando o prêmio Top de Marketing.