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18 agosto 2026

LEITURAS. Escolher faculdade não é mais como antes

Da edição do The News de hoje: 

O tempo que os estudantes têm economizado com a AI parece estar sendo gasto com outra coisa: medo de que a profissão escolhida não tenha mercado depois de formado.

Agora, praticamente 70% dos universitários americanos temem que a AI atrapalhe a busca por emprego depois de formado e 22% afirmaram ter mudado de curso ou área de especialização devido a preocupações com o mercado de trabalho.

Uma das possíveis explicações para isso pode ser o aumento das vagas de emprego exigindo habilidades de AI — agora, já não basta mais só pegar o cafezinho para ser estagiário.

Em meio à nova onda do mercado, as universidades têm se preocupado em novas alternativas para as chamadas “AI skills”.

  • Por um lado, algumas universidades acreditam que a especialização em AI é o caminho. Prova disso é que apenas quatro escolas ofereciam um curso de graduação em AI em 2020, enquanto hoje, 79 universidades oferecem o curso.

  • Por outro lado, outras instituições de ensino discordam que o futuro será apenas sobre códigos, computadores e data centers. Uma universidade americana, por exemplo, apostou em curso para influenciadores para lidar com o mercado de trabalho.

O movimento é especialmente importante agora, já que o curso de ciência da computação, que durante 15 anos foi o que mais cresceu, viu uma queda de 8,1% nas matrículas no ano passado. Até a faculdade “porto-seguro” para conseguir emprego está passando aperto.

Falando com quem entende… Segundo a OpenAI, o que vai pesar na contratação será pensamento crítico, colaboração e liderança. O resto parece mais difícil de se antecipar, já que quanto mais tarefa a AI assume, menos previsibilidade tem o mercado de trabalho.

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