Translate

27 agosto 2026

LEITURAS. A crônica do professor Calos Delano Rebouças


 Em uma fase passada da minha vida, muito distante da de hoje, respondia às convardias a mim feitas da mesma forma, à altura, pois entendia que assim fazia sentir o gosto amargo dessa atitude.

Também acreditava que para com essas pessoas precisava mudar, deixar de ser gentil, atencioso e prestativo, por entender que se fui sua vítima, não havia motivo para lhe dar tanta dedicação.

Pensava que estava certo, fazendo a coisa certa, e essa postura me passava a sensação de que estava sendo justo, correto, e, erroneamente, acreditava que de alguma forma ensinava os covardes a não sê-los.

Hoje, vejo que estava errado. Não consigo ser mais assim.

Devolver da mesma forma, quando definimos atitudes como inadequadas e inapropriadas, faz com que nos igualemos aos covardes. Faz com que perdamos a verdadeira essência, leva-nos a uma acelerada e incontrolável involução.

E por que nos entristecemos e logo nos recompomos diante de uma covardia, sem responder à altura, de forma impensada e instatânea, como se quisese mudar os covardes? Talvez estejamos em outro momento, em outro nível, bem mais evoluído, capaz de nos blindar em relação aos males do mundo. 

A melhor resposta talvez seja essa.

Nenhum comentário: