Os gêneros, ritmos, linguagens e identidades da Região Nordeste assumiram um papel central na indústria fonográfica. Mais do que revelar novos artistas, a região tem ampliado sua influência sobre a música brasileira ao incorporar referências, recriar gêneros e preservar características próprias.
Para Fernando Cabral, CEO do Grupo Sony Music Brasil e pernambucano de origem, uma das principais mudanças dos últimos anos está justamente na descentralização da indústria. Se antes Rio de Janeiro e São Paulo concentravam boa parte das oportunidades, hoje um artista de qualquer região pode alcançar projeção nacional.
No caso do Nordeste, porém, ele identifica uma particularidade. A região consegue dialogar com tendências externas sem abrir mão da própria identidade.
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