A Política anda tão bagunçada neste País que nomes pouco afeitos à prática e ao exercicio da atividade estão se acercando dela em busca de tirar algum proveito. Os humoristas, por exemplo.
Já se tem o (mau) exemplo do Tiririca, que depois de oito anos representando os paulistas em Brasília e achando-se com o nome queimado entre seus eleitores, mudou-se de armas, título e bagagem para o seu estado natal, o Ceará, em busca de abiscoitar votos entre os menos esclarecidos. Também outros engraçadinhos estão na mira desse admirável alvo: seu Jorge e seu parceiro Roberto Rizzo.
Os dois, por ignorarem (ou não) a lei eleitoral - que permite esse tipo de propaganda só a partir do dia 16 de agosto -, já se anunciam nas redes sociais como candidatos a deputado estadual, em mandato coletivo. O eleitor elege um e leva de lambuja os dois.
Ninguém é contra qualquer pessoa colocar seu nome à avaliação do público. O que se questiona, nesse momento crucial da Política brsileira, é que não existe preocupação por parte do eleitorado de eleger pessoas que possuam o escopo para a arte e a prática de governar e organizar a sociedade dentro dos princípios que nos foram legados pelos gregos. Quem é que está se preocupando com isso?
De tanto ocuparem o espaço dos humoristas, os políticos estão prestes a serem defenestrados de seus cargos por gente que quer nos matar... de rir.

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