Não sei se essa frase me influenciou positivamente para eu me tornar a pessoa, o ser humano, o profissional que sou hoje, ou se já era um embrião de tudo isso, há tempos, tão somente à espera da oportunidade de mostrar o que sou e o que posso ser de verdade.
Dar o melhor é muito diferente de fazer o que dar, o que for possível. Existe um abismo entre essa duas condições que nos vendem na sociedade. Tudo que fazemos passa a ser uma chance de sermos avaliados; e não podemos, nem devemos nos furtar de aproveitar todas as oportunidades que nós possam surgir.
A questão é que nem sempre as aproveitamos como deveríamos. O desperdício acontece muito pela falta de compromisso com a qualidade. Fazemos de qualquer jeito como se os resultados nada importassem. Liga-se o modo "Tô nem aí" e vida que segue.
Na contramão desse pensamento, vê-se também uma absoluta entrega, dedicação zelo e preocupação em fazer bem feito. Não se trata de caprichar apenas para impactar, para chamar a atenção, para atrair olhares e conquistar admiradores. Na verdade é um pacto com a excelência que inevitavelmente evidecia seu nome, sua pessoa e imagem. A qualidade no que faz passa a falar por você num ensurdecedor silêncio.
Mas quando iremos acordar para isso? Quando vamos entender que se comprometer é muito mais que ter consciência de que não podemos nos contentar com a nota 5 ou 6 que nos permite passar por média? Quando vai nascer em cada um de nós o desejo de se orgulhar, de se aplaudir, de reconhecer como incrível e extraordinário a ponto de se tornar exemplo para muitos?
Como afirma o ilustre Cortella, não devemos nos contentar apenas com o "possível", pois isso leva à mediocridade, mas sim entregar o nosso máximo com os recursos disponíveis no momento. Isso é assumir um compromisso com a qualidade acima de qualquer reconhecimento.
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