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24 abril 2026

NOMES. Morre Lúcio Brasileiro, o nome do colunismo social

 Um desencontro de horários, ocorrido na semana passada, acabou significando a perda de fazermos, eu e Yuri Costa, no podcast 'Entretantos' uma entrevista com o colunista Lúcio Brasileiro. Ele faleceu nesta quinta-feira, 23, em Lisboa. hoje. 

 Francisco Newton Quezado Cavalcante, seu nome na carteira de identidade, é reconhecidamente o nome mais expressivo do colunismo social. Ele está nesse mister desde 1955, sequenciando o trabalho de Geraldo Silveira, que se assinava com o pseudônimo de Gerard Sangery. Lúcio, de quem era grande amigo, reconhecia em Geraldo o precursor de toda a cobertura do "high society" cearense. 

Edificou sua carreira escrevendo para jornais como Tribuna do Ceará e Povo, onde permaneceu a maior parte de seu tempo. Foi cronista social da TV Jangadeiro, onde se aplicava ao trabalho de registros sociais e de lições de etiqueta. 

Há cerca de uma semana, antes de viajar para uma turnê pela Europa, Lúcio foi convidado por mim para se inserir entre os nomes famosos que entrevistamos no 'Entretantos'. Ele estava às vésperas de viajar. Em ligação para mim, mostrou o interesse em vir à Jangadeiro. Cumpriu a promessa. Veio, mas em horário diferente do combinado e não podendo esperar por conta dos arranjos que fazia para a viagem, não pode realizar aquela que seria a última entrevista. 

durante a trajetória. Além de Francisco Newton e Lúcio Brasileiro, ele também assumia o heterônimo de Paco, como era chamado por alguns amigos. Ao longo da carreira, entrevistou o biógrafo de Al Capone, participou da criação da televisão no Ceará e recebeu a Medalha da Abolição, além de outros feitos marcantes.

Sai de cena, o mais antigo colunista social do Brasil, e deixa uma história marcante, principalmente, no meio social de Fortaleza. 


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