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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

RÁDIO. Ceará de ontem no 'sem fio' de hoje


De carro, ouvindo o Jurandir Mitoso, na Cidade AM. A impressão é que estamos nos anos 60, quando o jovem Pajaraca, na emissora dirigida pelo general Almir Macedo de Mesquita, mostrava toda a sua irreverência, tocando melôs de duplo sentido, com bordões de 'queima, rapaziada!' e mandando os indefectíveis alôs para nomes de pessoas que, a la Chacrinha, ele deixava no ar a segunda intenção das rimas. "Alô dona Raimunda, como vai a sua... família!".

Pois ouvindo hoje o programa na Rádio Cidade, a primeira coisa que vem à mente é de que voltamos no tempo. Que o rádio não mudou. Só falta a gente ouvir o boa tarde ao Rolim do Fortaleza nas "saudações tricolores" e anunciar que o prefeito Murilo Borges vai tentar melhorar a cidade 

Até as músicas que servem de 'background' (pra citar a origem do BG) são as mesmas. Juro que ouvi Roberto Carlos cantando "Eu Te Darei o Céu", "A Beleza da Rosa" e outras menos votadas, como se fossem lançamentos. O Mitoso brinca do mesmo jeito com as músicas, repete os velhos bordões, tira prosa com seus ouvintes e - a acreditar no que a gente ouve ainda hoje - parecem ter encontrado a fórmula da juventude. Pararam no tempo e o 'Show do Pajaraca' parece ser o elixir reconstituinte dessa gente. O Jurandir tem essa capacidade de administrar esse medicamentoso efeito. 

7 comentários:

Antonio souza -ALTANEIRA-FR SP disse...

É Nonato o rádio de antigamente era muito fascinante se ouvia as musicas de qualidades ainda me lembro que ficávamos ligados nas rádios DIFUSORA de cajazeiras paraíba pioneira de teresina piauí e outras no nordeste, pra ver se tocava musicas novas de Bartô galeno carlos alexandre ivan peter ronaldo adriano amado batista genival santos, e outros cantores de musicas popular brasileiras que tanto gostamos quando ouvíamos saia pra contar pra nossos amigos que tinha ouvido musicas novas dos nossos ídolos. ai já íamos juntar dinheiro pra mandar trazer da cidade de assaré ou crato que era onde primeiro chegava os disco novos ainda hoje lembro o nome de uma loja era DISCO SOM ela ficava perto do tabajara hotel na cidade do crato perto do bradesco.é isso ai boa semana pra todos.

edson ferreira disse...

Tenho saudade da plástica do radio feito a partir de 1982 com o surgimento da am do povo. Reginaldo Santana, Alberto Rangel, e Loi Filho eram as vozes bonitas e bem informadas da companheira. Luis Barbosa, Roberto Losan,Paulo Roberto, Halmalo Silva e Nonato Albuquerque me faziam viajar sem sair do lugar. Por um momento, me vi caminhando e cantando ao som da musica que tinha como base o "good times"...bons tempos! Sei que a dinamica e o mercado exigem um novo radio, mas fica a saudade.

Anônimo disse...

É Nonato infelizmente a luta pelo bom rádio acaba se perdendo no poder de quem tem dinheiro, pode mais e diz o que quer. Bons programas não tem oportunidade de serem veiculados mesmo que tenham planejamento e suposta qualidade. O besteirol , a pornofonia e o analfabetismo fazem parte do processo, mas infelizmente ninguém faz nada os que fazem acabam sendo defenestrados pelos que se dizem grande locutores. Quer saber de uma coisa não vou mais me incomodar com isso , pois não sou nada e não tenho respaldo algum..acho que falo de besta. Uma vez em uma rádio fui chamado de " professor fuleragem"...só por que questionei uma atitude do locutor e não foi pelo locutor foi por um ouvinte que tanto defendia. Nosso rádio infelizmente não tem senso de autocrítica...que pena...- PROFDJACYR

Anônimo disse...

No rádio ainda o Jurandir ainda pode divertir o ouvinte, mas o que ele faz na TV Cidade é uma lástima, totalmente sem arte, sem graça, sem beleza. É grosseiro e sem o mínimo de nível para estar no ar. Ele e seus pseudo-cômicos.

Ismael Luiz disse...

Nonato,sei de algumas pessoas,no meio radiofônico,que não gostam de mim,não suportavam a minha inteligência,modéstia à parte,além da preocupação em fazer um rádio decente.Sei que não meço palavras,quando preciso criticar e,muito menos,para elogiar.São poucos os que merecem elogios,principalmente nos tempos atuais,onde o mercantilismo tomou conta,menosprezando o talento e a capacidade profissional de cada um.Poucos resistem e,entre os resistentes,teimosos,diria,estão você e o Narcélio Limaverde.Poderia citar outros,haveria espaço,pois são poucos,muito poucos mesmo.Os novos "profissionais",não querem saber de rádio AM,preferindo o FM,que lhes dá,segundo pensam,a projeção que tanto desejam,mesmo não lhes dando a capacitação para o exercício da profissão de locutor/comunicador,que só o AM proporciona.Infelizmente, as emissoras estão sendo comandadas por,na maioria,pessoas que não passam de herdeiros ou apadrinhados dos mesmos,exigindo dos verdadeiros profissionais esforço hercúleo para engolir a seco,e tocar o barco da melhor maneira possível.Aqueles bons profissionais,que aqui não foram citados,minhas desculpas.Não foram esquecidos.

Anônimo disse...

Caramba, teve gente aqui que disse ter saudade do Reginaldo Santana, aquele mesmo que foi preso assaltando... Bandido...

César Augusto disse...

Olá grande NONA,o Flavio Moreira leu agora no AR toda a sua homenagem ao Jurandir Mitoso...VALEW nONATO.