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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Michael Jackson vira lenda urbana no mundo


Corre à boca pequena - e não apenas assim, mas já ganhou meio mundo -, de que toda encenação que envolveu a morte do astro pop Michael Jackson, nada mais seria do que parte de um projeto ambicioso do grupo familiar para resguardar durante muito tempo a imagem e o carisma do artista junto ao público.

Enquanto se preparava para iniciar uma tour pela Europa, a partir da capital londrina, Jackson submetia-se a uma rigorosa série de ensaios com vistas a retomar a forma e atender aos compromissos profissionais. Mas não resistiu aos solavancos do trem de sua vida.

O dano causado pela morte do astro deixou frustrada, além do enorme público, a massa enorme dos que circulam por entre os bastidores do mundo do showbizz mundial, onde tudo já estava preparado para a 'ressuscitação' de Jackson.

Ingressos foram vendidos apressadamente. Locais foram programados. Estruturas já estavam sendo montadas. A mídia já havia sido informada do fenomeno que Jacko provocaria, certamente, retomando sua carreira metida numa terrível paralisia, só alterada por ocasionais denúncias de envolvimento do cantor com assédios sexuais a crianças.

Além disso, o rei do pop estava cercado de dívidas por todos os lados. Até os lucros alcançados com a obra da dupla Lennon-McCartney estavam sob riscos de serem transferidos para familiares de seus antigos donos. Michael já chegara a colocar em leilão, algumas partes de sua fortuna acumulada desde os tempos do Jackson Five.

A apreensão por tudo isso, somada à tensão pelas dívidas e compromissos futuros, levaram o cantor a exaustão. Tornara-se dependente de tudo que é barbitúrico. Almoçava e jantava compromidos. Dormia sob o domínio deles. Era mais um viciado na farmacopéia que acena com a ilusão da esperança e nega até mesmo o direito a sobriedade.

Jackson caiu no poço. No fundo, no fundo já não tinha nem mesmo Neverland. A família, a exemplo dos amigos ocasonais, sumiu. E tomou uma dose e mais uma e mais outra, acumulando uma over. O coração do menino negro que fez tudo para se sentir como um branco no 'american way of life', ficou tudão. Capotou.

E o mundo, uma vez seguinte, descobriu que existia Michael Jackson, apesar de fora de cena.
Depois vieram as torrentes de informações na mídia, a loucura dos fãs chorando, de mil vozes fazendo de conta que lamentavam tudo, muito embora a maioria delas tenha durante as crises de Jackson, auxiliado mais ainda ao preconceito contra o menino que nunca cresceu, mesmo já tendo chegado aos 50 anos.

No evento marcado para celebrar a morte de Jackson, ninguém viu o corpo dele. O caixão não foi aberto. Nenhuma câmera se aproximou dele. Ninguém o acompanhou para a última morada. Tampouco se sabe onde estão os seus restos mortais... Tudo, devidamente, programado para que a "instituição" Michael Jackson seja preservada.

A partir desse ponto, a definição do mistério em torno do corpo - preserva-se o nome, evita-se o escândalo judiciário cobrando as enormes dívidas contraídas por ele, calcula-se determinadamente em garantir o mito e dar lugar as lendas urbanas que vão surgir de que "Michael Jackson não morreu". Vão surgir não, já surgiram. A de que ele vive. Que está escondido em algum lugar para evitar os cobradores. Fugiu para não decepcionar aqueles que o contrataram e cuja idade e desgaste físico o impedem de ser outra vez o astro da dança e da música.

Além disso, questiona-se tudo: a união da família. O laudo médico. A própria morte. Quem o matou, interrogam-se familiares considerando que ele fora assassinado. Ademais, quem viu o seu corpo ser enterrado? Qual o cemitério onde repousam seus restos? Quem sabe localizar o seu túmulo? Quem o fotografou depois da necrópsia? Mistério, só mistério...

Com isso, a família imortaliza a onda Jacko. E empura para diante a discussão das pessoas sobre o que realmente aconteceu com ele. E, durante um bom tempo, algumas pessoas vão discutir a suspeita incrível de que há algo que dificilmente será explicado sobre a morte de Michael... que não morreu, como já afirma categoricamente um conhecido meu, lembrando ainda o receio de que, no futuro, alguém mais desinformado venha reivindicar da Igreja, a beatificação de Michael Jackson e, quem sabe, entronizá-lo em outros altares, além daqueles onde o elegemos como artista marcante de um século que o viu nascer, crescer e que não morreu... Virou mais uma lenda urbana.

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