sexta-feira, 7 de junho de 2019

TV. E onde é que ficou o projeto de aparelhos com cheiro?



Ao ouvir o bom João Pedro Ribeiro referir-se à questão da tv não ter cheiro, para que o público do Bom Dia, Ceará pudesse sentir o gostoso aroma de sua reportagem no Mercado São Sebastião, lembrei-me de um invento que foi anunciado nos anos 80 e que, parece, morreu na fonte|: o da tv com cheiro. 



Nos anos 1980, falava-se que muito em breve teríamos televisores capazes de reproduzir o cheiro do ambiente, dos programas que assistimos. A tecnologia avançou, novas plataformas surgiram, mas a história da TV aromática ficou esquecida.O estudo mais recente sobre o tema é de pesquisadores japoneses. O televisor criado pelos desenvolvedores é uma tela de LCD normal que usa quatro coolers nos cantos da tela para criar uma experiência imersiva de olfato. Ao fundir e ajustar vapores alimentados por estas quatro correntes de ar, a equipe pode criar uma ilusão realística nos telespectadores, que acreditam que o cheiro é proveniente de áreas localizadas na tela. O fluxo de ar direcionado tem sua velocidade modulada pelos coolers e os cheiros vêm de “chips” de aroma de hidrogel que emitem o vapor quando são aquecidos.
O aparelho de TV foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores japoneses da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio e foi apresentada em forma de protótipo na Conferência de Realidade Virtual do Instituto de Engenheiros Eletricistas Eletrônicos, uma ONG americana. Mas isso foi em 2013!
Uma outra experiência científica, que durou dois anos, feita pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em parceria com a empresa coreana Samsung, conseguiu criar um pequeno dispositivo que pode ser colocado na parte de trás do aparelho de TV e transmitir milhares de odores ao telespectador.
Sungho Jin, professor dos departamentos de engenharia mecânica e aeroespacial e nanoengenharia da universidade americana, diz que o objetivo é fazer com que o recurso possa ser usado também em telefones celulares. Por enquanto, nada. Então nos resta imaginar qual o cheiro do que assistimos, e nem sempre pode ser agradável.

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