12 maio 2026

ARTIGOS. Quando mudar começa na mentalidade

 Quando mudar começa na mentalidade

Carlos Delano Reboucas


Muitas empresas e gestores acreditam e fazem acreditar que a adoção de algumas medidas que parecem revitalizar o ambiente de trabalho, seu funcionamento diário, impactam positivamente na qualidade de vida dos colaboradores. Entendem que são suficientes para reduzir a sensação de esgotamento que se torna cada vez mais uma realidade no mundo corporativo.

Algumas empresas já aderem a algumas mudanças estruturais, como o fim das paredes separam setores e departamentos, novas mobílias e ambientes mais convidativos a socialização. São tentativas que até podem parecer, a princípio, eficazes; contudo, não tão eficientes quanto se pensa.

Outro dia vi um case de uma empresa, acredito eu se tratar de um modelo já aplicado por outras mais, de promover na segunda parte do último dia da semana de trabalho um momento diferente, que venha a ser, por exemplo, uma sessão de cinema com muita pipoca e refrigerante, uma rodada de pizzas e por aí vai. Calma! Tudo isso no local de trabalho.

Mas surge a pergunta: "Será que tudo isso, de fato, surte o efeito esperado?"

Há quem diga que de nada vale fazer um fechamento de semana desacelerado, se a cabeça de todos (de todos mesmo) está na segunda-feira e nas cobranças, nas metas e nos resultados que recomeçaam com ela, tirando o sono e gerando preocupação.

Entende-se que mudar precisa ir além do estrutural físico, deve ser visto e percebido na alegria, na satisfação do colaborador no pleno equilíbrio entre as vidas pessoal e profissional. Estranhe quando alguém vibra com a chegada do fim do expediente ou da semana de trabalho, ou com a aproximação das férias. Não é que tenha motivos para isso, não, mas que de alguma forma acende o sinal de alerta, sobretudo quando tudo pode parecer mais importante que o trabalho, de onde se tira o sustento e se constrói uma carreira profissional.

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