quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

LEITURAS. Violência contra jornalistas: CE está na lista

Deu no boletim do Sindjorce: "O Ceará continua sendo o mais violento para o exercício profissional do Jornalismo entre os estados da Região Nordeste. É o que o mostra o Relatório da Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2018, divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ, na sexta-feira (18/01), no Rio de Janeiro. Com 11 casos registrados no ano passado, o equivalente a 8,15% do total verificado no Brasil, o Ceará figura como mais violento na região pelo sexto ano seguido.
Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) e segunda tesoureira da FENAJ, Samira de Castro, é preciso combater essa violência contra os profissionais da Comunicação. “Precisamos de um protocolo de segurança pactuado entre as empresas jornalísticas, as forças policiais do Estado e a representação classista da categoria”. Medidas que visem a mitigar os riscos de algumas coberturas estão sendo pleiteadas aos empregadores desde 2013".


Samira de Castro explica que a principal orientação do Sindjorce aos profissionais agredidos é comunicar o sindicato e o jurídico das empresas (no caso de trabalhadores com vínculo empregatício), além de registrar boletim de ocorrência. “Temos consegui alguns avanços, como a adoção de equipamentos de proteção individual por parte de alguns empregadores, bem como o permanente diálogo com as forças policiais do Estado, no sentido de abrir procedimento investigativo quando a agressão parte de agentes policiais”, acrescenta.
A presidente do Sindjorce lembra que um diálogo foi iniciado com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em 2018, no sentido de se chegar a um protocolo e de possíveis parcerias para cursos e treinamentos aos jornalistas. “Também editamos uma cartilha com dicas de segurança e, já em 2019, reforçamos algumas dessas dicas aos colegas que estão cobrindo a questão da segurança pública no Estado”, comenta.
Uma das metas do Sindjorce é ampliar essa discussão da segurança para a área digital, onde jornalistas já estão sendo ameaçados. “A proteção de dados pessoais é urgente e necessária para os profissionais que lidam com informações e imagem. Por isso, estamos montando um curso para a categoria neste segmento”, adianta.

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