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domingo, 29 de abril de 2018

JORNALISMO. O "mea culpa" de O Povo sobre o "Erramos"

É admirável quando um jornal zela por ser transparente e faz sua "mea culpa", buscando corrigir suas falhas. O cearense O Povo, por exemplo, sempre demonstra isso. Mas na opinião da ombundsman Daniela Nogueira, ainda não é o suficiente. 

"O Erramos já quase passa despercebido de tão discreto que está nas páginas, sem um diferencial que o destaque como instrumento de rigor que é. Já está sendo publicado sem padrão, muitas vezes sem dados necessários para o seu entendimento, como o nome da matéria ou a data em que a informação foi veiculada", sustenta ela na edição deste domingo.

Verdade que, no Ceará, O Povo é o único que exercita essa qualidade de analisar e publicar os equívocos cometidos pelo impresso. Isso é louvável, muito embora se saiba que, no jornalismo, alguns casos em que a informação saiu com falha, a correção feita em uma edição posterior, não consegue apagar o incêndio que um dado equivocado possa ter criado para algo ou alguém. .  



"No mês de março inteiro, 10 correções foram feitas na versão impressa do jornal. Em abril, até dia 27, sexta-feira passada, haviam sido publicados no impresso 5 Erramos. Isso significa o quê? Algumas possibilidades: diminuímos consideravelmente a quantidade de erros publicados? Passamos a ser mais rigorosos com todas as listas de checagem e métodos de revisão nas dezenas de páginas que fechamos todos os dias e estamos por findar o número de deslizes? Ou simplesmente não estamos dando a atenção devida às correções que devem ser feitas?
O Erramos já quase passa despercebido de tão discreto que está nas páginas, sem um diferencial que o destaque como instrumento de rigor que é. Já está sendo publicado sem padrão, muitas vezes sem dados necessários para o seu entendimento, como o nome da matéria ou a data em que a informação foi veiculada. Precisa ser lembrado para que vire rotina, inclusive atualização constante nos meios online e digital.Sempre incômodo é admitir erros, mas eles continuam a existir. É preciso uma política de correção desses equívocos. Ignorá-los ou desconsiderar um meio que colabora para o aprimoramento da qualidade jornalística nunca foi uma boa solução.

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