quarta-feira, 6 de abril de 2016

DEU NO JORNAL. Crítico avalia o estilo coloquial na tv

Jornalismo na TV já começa dar tapinha nas costas

Flávio Ricco

Todo esse esforço, especialmente do pessoal do jornalismo, em tornar a televisão mais natural ou mais coloquial, é absolutamente válido, desde que se observem certos limites.
Uma repórter do "SP-TV", não tão conhecida assim, e portanto sem maior intimidade com o telespectador, chamar o César Tralli de "meu filho" soa como exagero. Assim como outro, também em uma entrada ao vivo, se referir a certa pessoa como "o cara".
É preciso dosar, tomar certos cuidados, para não cair em conversa de mano. E quer queiram ou não, a empatia de um apresentador, que está todo dia no ar, com o telespectador é uma e bem diferente da maioria dos repórteres que só aparecem de vez em quando.
O caminho é esse mesmo, mas vamos pegar mais leve, não querendo pular etapas ou tentando ser íntimo demais, a ponto de fazer xixi de porta aberta ou dar tapinha nas costas. Tem coisa mais aborrecida que isso?

Da coluna do Flávio Ricco

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