sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

TECNOLOGIA. Páginas de jornais mais aceleradas no celular

Está na Folha de SP de hoje: "Entrou no ar o projeto Accelerated Mobile Pages (AMP), de páginas jornalísticas mais leves, para serem baixadas "instantaneamente" em smartphones, produzido em parceria do Google com dezenas de veículos em todo o mundo, como a Folha e o "New York Times".
O AMP HTML, que havia sido apresentado pelo Google em outubro de 2015, partiu de constatações como a de que 40% das pessoas abandonam um site que demora mais de três segundos para carregar, em celulares.
"Toda vez que uma página toma tempo demais para baixar, os editores arriscam perder um leitor", declarou o presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, ao anunciar a entrada do projeto no ar, em Paris, na França.


No projeto estabelecido pelo Google, diferente até o momento de projeto semelhante do Facebook, chamado Instant Articles, os editores mantêm controle do modelo de negócios, ou seja, das receitas obtidas através de publicidade e assinatura.
O AMP HTML abrange "uma variedade ampla de servidores de publicidade e formatos, assim como sites noticiários que usam paywall", detalhou Pichai. Ele afirmou ter "uma forte ligação pessoal com jornalismo", tendo crescido na Índia com a leitura diária do jornal "The Hindu".
"Eu me importo profundamente com o jornalismo", prosseguiu. "E o Google se importa profundamente. Sim, por causa do papel crucial que representa na sociedade democrática, mas também porque o valor dos nossos serviços, como busca, está diretamente ligado a ter um ecossistema de conhecimento rico e sustentável. Para colocar simplesmente: Os nossos futuros estão atados."
RANQUEAMENTO DE BUSCA
Newton Neto, gerente de parcerias para a América Latina do Google, afirmou que "um dos norteadores do projeto" foi evitar modelos de "ambiente fechado", como Facebook ou Apple. Com o projeto AMP, o Google tem expectativa de "aumento de monetização" dos editores.
Outro ponto citado é que a maior rapidez de download pode reduzir a adoção de bloqueadores de publicidade. "A maior motivação para instalar 'ad blockers' é a velocidade para carregar", sobretudo anúncios. Já houve "avanços na performance de anúncios", segundo Neto.
A busca do Google passou a mostrar os novos resultados em destaque, num bloco horizontal no alto da primeira página. "Sites 'AMP-friendly' serão mais bem ranqueados", confirmou o gerente.
Ele adiantou que o Twitter, outro parceiro, deverá ter links para as páginas AMP HTML a partir de março. As páginas são restritas aos smartphones e deixam de fora, inicialmente, os tablets, de pouca penetração.
No Brasil, além da Folha, veículos dos grupos Globo, Abril, Record, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e outros participam, convidados pelo Google. Mas o projeto é aberto e "qualquer publisher [editor] pode começar a produzir independentemente" em AMP HTML. 

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