terça-feira, 2 de junho de 2015

MÍDIA. Celular é mais usado que tv, pc, rádio e jornais


Relatório da Associação Mundia de Jornais e Publishers de Jornais relaciona as receitas das mídias em 70 países, incluindo o Brasil. 

O relatório aponta que o futuro será dominado por celulares. O consumidor global já gasta quase 2,2 horas por dia com aparelhos móveis (97 minutos no smartphone, 37 minutos no tablet), 37% do tempo diário dedicado à mídia. Em seguida vêm TV (81 minutos), computador (70), rádio (44) e impresso (33).  


Pela primeira vez, as receitas dos jornais no mundo vieram mais da circulação do que da publicidade, segundo relatório divulgado nesta segunda (1º) pela Associação Mundial de Jornais e Publishers de Jornais (WAN-IFRA).
"Podemos dizer que a audiência se tornou a maior fonte de receita de quem publica jornais", disse Larry Kilman, secretário-geral da WAN-IFRA, na abertura do congresso anual da entidade.
Da renda estimada de US$ 179 bilhões (R$ 569 bi) que os jornais movimentaram em 2014, US$ 92 bilhões (R$ 292 bi) vieram da circulação e US$ 87 bilhões (R$ 276 bi) vieram da publicidade. No passado, 80% da receita já chegou a vir da publicidade.
O relatório, que estuda 70 países (incluindo o Brasil) responsáveis por 90% do mercado de jornais no mundo, aponta que o futuro será dominado por celulares.
O consumidor global já gasta quase 2,2 horas por dia com aparelhos móveis (97 minutos no smartphone, 37 minutos no tablet), 37% do tempo diário dedicado à mídia.
Em seguida vêm TV (81 minutos), computador (70), rádio (44) e impresso (33). Pela primeira vez, o tempo gasto diante do computador caiu.
A circulação digital paga aumentou 56% em 2014 e 1.420% entre 2010 --quando diversos jornais começaram a cobrar assinaturas de suas versões on-line-- e 2014.
Folha foi pioneira no Brasil a adotar o "paywall poroso": desde 2012, o leitor tem acesso gratuito a um número limitado de reportagens e, para usufruir todo o conteúdo, paga a assinatura.
Mas 93% das receitas dos jornais ainda vêm de suas versões impressas. Ao mesmo tempo, jornais estão diversificando suas fontes, saindo do modelo dependente de publicidade e circulação para os "multidimensionais", segundo Kilman.
Apesar de representar ainda uma parcela pequena da receita dos jornais, a publicidade digital cresceu 8%, em 2014, e 59%, entre 2010 e 2014. Os maiores beneficiários desse crescimento de publicidade digital, porém, são Google (que fica com 38% do total) e Facebook (10%).
Na publicidade nos jornais impressos, a América Latina continuou a ser a região que registrou a maior alta em 2014, de 4,86% em relação ao ano anterior, superando Oriente Médio e Norte da África (2,2%). Nas demais regiões do globo, ela caiu.
A circulação impressa de jornais cresceu 6,4% em 2014, especialmente por causa da Ásia (alta de 9,8%). O mercado da Índia é considerado o mais saudável no mundo para jornais impressos, com diversas novas publicações sendo lançadas por ano.
Nos países desenvolvidos, a circulação impressa caiu.

(Folha de SP)

Um comentário:

Carlos Martins disse...

Até porque hoje o celular além de sua funcionalidade original, também disponibiliza acesso a todas essas midias,com a vantagem de ser portátil.