quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

NOMES. E lá se foi Odete Lara, a diva do nosso cinema


Odete Lara surgiu na minha vida de cinéfilo com ''A Noite Vazia", que li tudo mas não havia possibilidade de ir ao cinema, por eu ser de menor. Mas as revistas Cinelândia e Filmelândia abriam generosos espaços para divulgar o filme de Wálter Hugo Khoury, onde ela e Norma Bengell figuravam como as divas do filme. Só depois é que vim reparar que ela já atuava muito antes em comédias da Cinédia, como "O Gato da Madame", com Mazaroppi; 'Uma certa Lucrécia', ao lado de Dercy Gonçalves - que estou revendo atualmente - e filmes mais sérios como "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro", de Gláuber Rocha entre outros. 

Ela teve uma vida de cantora, gravando na Elenco - o selo criado por Aloysio de Oliveira, ao retornar dos EUA - e seu disco hoje é antológico, principalmente a faixa bossanovista "Você". Mas foi divulgando o pensamento budista e espiritualista que me convenceu ainda mais como figura inesquecível.

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